Com o objetivo de expandir o ensino superior público do estado por meio de tecnologias, foi criada a Univesp (Universidade Virtual do Estado de São Paulo). O programa que envolve o governo de São Paulo e as três universidades estaduais paulistas - USP, Unesp e Unicamp - pretende criar um sistema de ensino superior de graduação a distância, com ênfase na Pedagogia, que prevê a abertura de 6.600 vagas em 2009.
Foi definida a criação de 5.000 vagas no curso de Pedagogia da Unesp, 700 de licenciatura em Biologia e outras 900 de licenciatura em Ciências na USP, segundo declarações do secretário de Ensino Superior, Carlos Vogt para a Folha de S. Paulo. Porém, esses números ainda podem ser alterados. A implantação dos cursos a distância de Biologia e de Ciências da USP dependem da aprovação de comissões internas.
O primeiro módulo do programa terá cursos de graduação focados na formação de professores em áreas básicas, como línguas, física, química e biologia para suprir o déficit de professores com diploma superior. Na rede estadual, 25 mil destes profissionais lecionam sem serem graduados, o que corresponde a 10% do total.
Desde 2007, o governo, universidades e instituições associadas, como a Fapesp e a Fundação Padre Anchieta, discutem o Univesp. O programa, que inicialmente se concentrará nos cursos de graduação, deve ser expandido para cursos de capacitação, especialização, mestrado e doutorado.
Na prática, o aluno terá aulas e provas presenciais combinadas com disciplinas realizadas na rede, poderá consultar uma biblioteca virtual e acompanhar pela TV o material de apoio pedagógico. A grade curricular dos cursos será definida pelas universidades.
A USP também estuda a criação do IAE (Instituto de Aprendizado Eletrônico), que depende de votação no Conselho Universitário para ser aprovado. Este instituto seria responsável, entre outras coisas, por coordenar o uso de recursos tecnológicos nos cursos presenciais, dando suporte operacional, pedagógico e à produção do material didático.
A iniciativa divide opiniões. Enquanto os defensores acreditam que o programa democratiza o acesso ao ensino de alunos que vivem em regiões sem cursos de formação superior, os que são contra afirmam que o contato entre professor e aluno é fundamental. E você, o que acha do ensino a distância? Faria uma graduação ou pós nesses moldes?