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sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Balanço das avaliações dos cursos pelo MEC

O Ministério da Educação (MEC) divulgou recentemente o resultado das avaliações feitas com cerca de 2 mil instituições de ensino. O desempenho das universidades é medido com o IGC (Índice Geral de Cursos da Instituição).

Aproximadamente 30% dos cursos avaliados neste ano obtiveram resultados insatisfatórios, já que as notas ficaram em torno de 1 e 2 no CPC (Conceito Preliminar de Curso). O CPC é calculado com a nota do Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes) e outros índices, como o corpo docente, projeto pedagógico e infraestrutura da instituição, em uma escala que vai de 1 a 5.

O MEC divulgou ontem, dia 3 de setembro, que um em cada quatro engenheiros formados no Brasil fizeram cursos ruins, ou seja, 6,3 mil dos 24,9 mil dos formados no ao passado se graduaram em cursos avaliados com notas baixas, 1 ou 2. No entanto, o engenharia eletrônica do ITA (Instituto de Tecnologia da Aeronáutica) obteve 485 pontos no CPC, a maior nota na avaliação do MEC. Já o curso de tecnologia em análise e desenvolvimento de sistemas da Faculdade do Sul da Bahia em Teixeira de Freitas (BA) conseguiu apenas 28 pontos, a nota mais baixa da avaliação.

Em 2008, os 7.329 cursos avaliados no Enade foram história, geografia, filosofia, computação, ciências sociais, matemática, letras, física, química, biologia, arquitetura e urbanismo, pedagogia e engenharia. Cerca de 1.752 cursos tiveram notas baixas, sendo que 74% são de instituições privadas.

O MEC planeja fechar 2.500 vagas em 78 cursos com deficiências e os mal avaliados terão o vestibular suspenso. O Inep considera que 737 mil universitários fazem escolas ruins.

Por isso, sempre acompanhe a qualidade do ensino e da infraestrutura das instituições de ensino que oferecem os cursos que você tem interesse em fazer. Desta forma você ficará consciente das melhores avaliações e deverá levar esse critério em conta para escolher uma faculdade.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

MEC reprova 31% do ensino superior


De cada dez instituições de ensino superior, avaliadadas pelo novo indicador de qualidade do MEC (Ministério da Educação), três têm nível inadequado (nota 1 ou 2), sendo que 96% das instituições com desempenho insatisfatório são da rede privada. O Índice Geral de Cursos da Instituição (IGC) faz parte do primeiro ranking oficial de instituições superiores, apresentado em Brasília pelo ministro Fernando Haddad (Educação) nesta segunda-feira.

De todas as 1.448 instituições avaliadas, 454 delas (31%) obtiveram notas baixas. O primeiro lugar na avaliação é da Ebef (Escola Brasileira de Economia e Finanças), do Rio, que pertence à Fundação Getúlio Vargas. Considerando apenas as universidades, a Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) é a que obteve o melhor desempenho no levantamento. Instituições estaduais não são obrigadas a fazer as avaliações realizadas pelo Inep, por isso, USP (Universidade de São Paulo) e Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) ficaram de fora da avaliação.

O novo ranking do MEC avalia o nível de aprendizado dos formandos nos três últimos Enades, a qualidade dos cursos de graduação e de pós, a titulação dos professores, a opinião dos alunos e a infra-estrutura. A pontuação do IGC varia de zero a 500, sendo que este resultado é enquadrado em faixas de 1 (as piores, com nota de 0 a 94) até 5 (as melhores, com nota 395 a 500). São consideradas insatisfatórias, as instituições que ficaram nas faixas 1 e 2.

O IGC será utilizado pelos fiscais do MEC que visitam as instituições periodicamente como um parâmetro para avaliar se elas têm condições de abrir novos cursos e se os cursos que já são oferecidos devem continuar funcionando.

Para ver o ranking completo, acesse o portal do MEC.