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sexta-feira, 5 de junho de 2009

Biblioteca pública nas linhas da CPTM



Nesta semana, a Estação Brás da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) recebeu mais de dois mil livros. A idéia da biblioteca é reunir no Espaço Cultural – que oferece também um ambiente de leitura – obras, ficcionais ou não, de diversos gêneros, desde os best-sellers e livros de auto-ajuda, até de ciências sociais e artes. Espera-se que a unidade alcance dois mil usuários nos primeiros quatro meses, já que na estação passam cerca de 450 mil pessoas por dia. Para usufruir desta iniciativa você precisa fazer a carteirinha. Por isso, leve seu documento de identidade e CPF (original e cópia), um comprovante de residência recente (original e cópia) e uma foto 3X4. Se você for menor de 18 anos, esteja acompanhado de um responsável portador dos mesmos documentos.

O Projeto

Esta foi a primeira biblioteca instalada em uma estação ferroviária no Brasil, dando continuidade ao projeto "Embarque na Leitura", que teve início em 2004 e instalou unidades nos metrôs Paraíso, Tatuapé, Luz, Largo Treze e Santa Cecília. Hoje, as bibliotecas do metrô possuem juntas 19 mil títulos , 36 mil sócios e uma lista de 345 mil livros já emprestados. O projeto é resultado de uma parceria do Instituto Brasil Leitor (IBL) com a Fosfértil e se expandiu para o Rio de Janeiro, Recife e Porto-Alegre. Segundo William Nacked, diretor do IBL, em entrevista disponível no post publicado por Edson Veiga, no Blog da Metrópole, do Estadão, afirmar que as pessoas não devolvem os livros é um mito. “Todos dizem que “brasileiro não gosta de ler” e que “ninguém vai devolver o livro”. A taxa de não-devolução nas bibliotecas de metrô é de 0,24%.” Entre os mais emprestados nas linhas de metrô da capital estão A Menina Que Roubava Livros (2006, Markus Zusak), O Caçador de Pipas (2007, Khaled Hosseini) e Marley e Eu (2008, John Grogan). Confira parte do acervo neste link.

A iniciativa caminha para democratizar e facilitar o acesso à literatura. Bom sinal, em uma época de uma cultura cada vez menos literária e mais rápida e de minuto a minuto. A sugestão que fica é óbvia. Se você não tem dinheiro para comprar livros, que estão cada vez caros, aproveite a oportunidade para conhecer alguns destes best-sellers e também os clássicos. Já quem está prestando vestibular pode correr e tentar encontrar algum dos títulos que devam cair nas provas deste ano.

Serviço:
Unidade Brás-
Seg. a sex., das 11h às 20h.
A estação atende as Linhas 10-Turquesa, 11-Coral e 12-Safira, além de fazer integração gratuita com a Linha 3-Vermelha do Metrô.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Biblioteca digital ao alcance de todos



Você sabia que o Governo Federal mantém desde 2004 um portal com mais de 500 obras de autores como Machado de Assis, William Shakespeare, Fernando Pessoa, José Saramago, entre outros? Pois ele existe e é gratuito. No Portal Domínio Público o internauta também pode pesquisar imagens, sons e videos dos mais diversos assuntos, além de teses e dissertações disponíveis no acervo. E as boas notícias não param por aí. Você também pode colaborar com a biblioteca virtual digitalizando e traduzindo obras já disponíveis, ou cedendo aquelas de sua própria autoria. Aproveite! Acesse e enriqueça seu conhecimento!

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Ler com TV ou som ligado dá certo?

Mais uma da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, elaborada pelo Instituto Pró-Livro: a maioria dos jovens entre 11 e 24 anos prefere ler com a TV ligada ou com música de fundo, ao contrário das pessoas com mais de 40 anos, que são adeptos de espaços silenciosos.

Muitos pais e professores se preocupam com esse novo hábito, porque acreditam que o barulho atrapalha a concentração. Já os estudantes dizem que o barulho ajuda a relaxar e a tornar a leitura mais interessante - ou alivia o tédio quando o livro é muito chato.

O que você acha? Conte para nós como você prefere fazer as suas leituras.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Ler é tudo!

A pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, realizada pelo Instituto Pró-Livro no final do ano passado e divulgada esta semana, mostra que os brasileiros lêem, em média, 4 livros por ano. É um número baixo, considerando-se que inclui os livros didáticos, indicados pela escola. Por vontade própria, o brasileiro lê apenas 1,7 livro por ano.

Não é de espantar que nosso desempenho em interpretação de textos nas avaliações internacionais seja sofrível. Nem que todos os dias eu me depare com profissionais recém-formados que mal conseguem falar uma frase corretamente ou escrever um e-mail sem inúmeros erros de ortografia.

O hábito da leitura é fundamental para que se desenvolva a comunicação oral e escrita e a capacidade de compreensão. Por isso, se você quer se dar bem no estudo e no mercado de trabalho, dedique boa parte do seu tempo a ler bons livros. Algumas sugestões? Comece pelos clássicos da literatura brasileira, como Guimarães Rosa, Machado de Assis e Jorge Amado, entre muitos outros. Os clássicos da literatura universal também são importantes, não só para melhorar seu português, mas também para ampliar a sua cultura geral.

Procure também xeretar as prateleiras dos mais vendidos das livrarias. Nos últimos tempos, descobri várias boas surpresas entre os autores contemporâneos. Depois me conte aqui o que você encontrou!