Mostrando postagens com marcador formação de professores. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador formação de professores. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Vagas de graduação para professores


O Censo Escolar 2007, recentemente divulgado pelo Ministério da Educação (MEC), revelou que 26,6% de um total de 1,8 milhão de professores de quinta a oitava série não possuem licenciatura - , habilitação exigida para que um professor possa dar aulas nesse nível de ensino. O estudo mostra ainda que 21,3% dos docentes dessa faixa não têm nenhuma graduação e 5,3 % possuem o diploma de nível superior, mas não o título exigido legalmente para atuar na área. Com o objetivo de qualificar os professores que já atuam e tornar mais rigoroso o processo para ingresso de futuros docentes, um pacote de medidas foi lançado no final do mês de maio. Trata-se do Plano Nacional de Formação de Professores, proposta que prevê investimento de R$ 1 bilhão para a criação de 330 mil vagas em 90 universidades públicas, em mais de 20 estados. E como parte das ações que compõem o novo pacote de medidas, o ministro da educação anunciou ontem, 30 de junho, a criação da Plataforma Freire. Por meio dela, os professores da educação básica sem licenciatura poderão fazer a pré-inscrição para as mais de 50 mil vagas que serão disponibilizadas para o segundo semestre deste ano. O objetivo é fazer com que, entre 2009 e 2011, 331,4 mil professores sejam inseridos na universidade, por meio de cursos presenciais e a distância.

O primeiro passo para os interessados na Plataforma Freire é o cadastro. Com dados básicos como formação acadêmica, experiências profissionais e projetos executados dentro de sua área de formação o professor cria um usuário e acessa a tela principal da plataforma. É nela, que o profissional poderá visualizar os cursos e as vagas oferecidas, de acordo com o estado de interesse. As informações cadastradas são enviadas à secretaria estadual ou municipal e, após a validação, para a universidade que irá ministrar o curso de interesse do professor. Saiba os detalhes e faça sua pré-inscrição no site http://freire.mec.gov.br/ssd/index/

terça-feira, 14 de outubro de 2008

MEC investe R$ 1 bilhão para formação de professores da rede pública

O Ministério da Educação (MEC) irá destinar no ano que vem R$ 1 bilhão para financiar a graduação e especialização de professores da educação básica em universidades públicas. A medida faz parte do Sistema Nacional Público de Formação de Profissionais do Magistério, criado para suprir a falta de docentes na rede pública e ampliar o número destes professores formados no ensino superior público.

Este recurso será destinado a instituições superiores federais, estaduais e municipais para a abertura de novas vagas e também será utilizado no pagamento de bolsas para professores do ensino básico e docentes universitários que assumirem mais turmas de licenciatura. O sistema prevê investimentos tanto para graduação quanto para educação continuada dos professores, com materiais didáticos financiados pelo MEC. Este ano, foram oferecidas 2 mil bolsas no valor de R$ 1.200. A meta do governo é que, em 2012, este número chegue a cerca de 10 mil bolsas.

Segundo informação divulgada pela Folha de S. Paulo, o ministro Fernando Haddad disse que espera atingir 300 mil professores sem graduação e 300 mil sem formação na área específica em que lecionam. Ele citou o exemplo de 20 mil professores formados em pedagogia que dão aulas de matemática e afirmou que as principais deficiências estão em química e biologia. Outro objetivo do sistema é ampliar o número de professores da rede pública formados no ensino superior público, já que mais de 70% dos docentes aptos a lecionar no ensino básico se formam em universidades privadas.

O sistema prevê ainda a possibilidade de dar aos profissionais da rede pública acesso prioritário às instituições de ensino superior. Porém, as universidades tem o poder de decidir se adotam ou não a reserva de vagas. A Universidade Federal da Bahia (UFBA) foi uma das instituições que aderiu ao sistema, com turmas específicas para professores.

O número de vagas oferecidas e as áreas do conhecimento abrangidas pelo sistema serão definidos em cada Estado por um colegiado formado por representantes do MEC, dos professores, dos governos estaduais e municipais e das universidades públicas da unidade da federação.

Esta é a primeira vez que o governo federal elabora um plano e aplica recursos não só em universidades federais, mas também nas estaduais e municipais. O que demonstra que há uma preocupação em investir na melhoria da qualidade da educação no país.